Segurança e Reconhecimento?

Meu primeiro emprego nos E.U.A – Fui ignorada!


(Bento nunca me ignora. Só love!)

Em 2018, tive a oportunidade de trabalhar como voluntária numa organização non-profit (sem fins lucrativos) e posteriormente fui contratada para trabalhar como funcionária.

A experiência foi legal do ponto de vista de poder aprender um pouco sobre como uma organização sem fins lucrativos funciona. De como é trabalhar com pessoas não só da cultura americana, como também trabalhar com pessoas de outras culturas, pois o quadro de funcionários era diversificado.

Basicamente meu trabalho era entrevistar pessoas e orientá-las para que pudessem se inscrever em diversas oportunidades de desenvolvimento através de uma formação técnica e assim serem inseridas no mercado de trabalho americano, isto é, eu dava coaching e mentorização com foco em educação e desenvolvimento comportamental e administrava um dos programas. Confesso que a maior satisfação desse trabalho foi ver ao encerramento de cada classe o quanto os alunos estavam felizes, confiantes e o agradecimento especial que recebi de cada um deles.

Agora, voltando a minha experiência com o primeiro emprego, e é onde quero fazer com que vocês reflitam junto comigo.

Eu estava buscando um emprego, para voltar a me sentir produtiva novamente, após um período sabático. Queria não só aprender coisas novas mas também usar todo o conhecimento que adquiri nos últimos anos em que me dediquei aos estudos e pesquisas mais os anos de experiências nas empresas que trabalhei anteriormente. Além do mais queria obter reconhecimento e segurança, Mas que reconhecimento era esse? E que segurança era essa?

Bom pra começar, eu não usei 5% do meu conhecimento adquirido nos estudos e certificações conquistados. Além do mais, quando quis compartilhar as experiências vividas nas empresas em que trabalhei, e tentar implantar alguma das idéias utilizadas no passado, fui ignorada! Você pode estar até pensando neste momento: Ah mas você trabalhava no mundo corporativo “for-profit” no passado, e agora você estava trabalhando para uma non-profit, mundos totalmente diferentes… E eu te respondo, na prática não são mundo totalmente diferentes assim. Uma organização non-profit dependendo do seu tamanho funciona quase igual a uma for-profit, onde existe folha de pagamento, benefícios para os funcionários, processos, ferramentas, sistemas, políticas, etc. E principalmente é administrada por pessoas, e onde há pessoas, há diferentes estilos de gestão e desafios como em qualquer instituição.

O ponto que quero chegar é que, o reconhecimento que estava buscando em um trabalho não veio e fiquei frustrada, cumpri o que era esperado da função e não quis mais continuar pois não vi oportunidades dentro do que busco em termos de carreira. E isso fez com que eu parasse um pouco e refletisse sobre esse reconhecimento que tanto tenho buscado. E se ele de fato precisa vir do externo, ou seja, das pessoas? Se eu sei o meu valor enquanto profissional, por que busco tanto de fora para dentro ao invés de dentro para fora?

Um outro ponto que comecei a me questionar também é sobre a segurança que um trabalho fixo numa organização poderá me trazer. E tenho me questionado sobre: O que é segurança mesmo? O que ela de fato significa para mim? Será que o externo é quem vai me trazer essa segurança? Qual é essa segurança que eu coloco como tão importante numa instituição? E será que irei obtê-la através de uma organização ou de outra forma? Confesso que ainda estou trabalhando nas minhas respostas, e logo mais divido com vocês.

E você já parou alguma vez e se questionou sobre o que você busca em termos de reconhecimento e segurança referente a trabalho? Será que você está buscando no lugar certo? Até o próximo post!

Beijos, beijos,

Angel

Da série: Procurar emprego nos U.S.A – E agora?

Olá,

20170301_164224-1_resizedEstive ausente por umas semanas, mas foi por uma boa causa -> Viagem ao Brasil! Muita coisa para organizar lá, mas o mais importante foi passar um tempo com a família e amigos. Enfim, as “férias” acabaram, digo férias, pois, desde que me mudei para os E.U.A, não podia trabalhar, em função da espera pelo autorização de trabalho junto ao serviço de Imigração, mas ela chegou e junto dela vem uma série de dúvidas, ansiedade e expectativas, como:

O que fazer agora?

Onde começo a procurar por empregos?

Será que meus diplomas valem aqui?

E será que toda a experiência acumulada ao longo da minha carreira no Brasil serão importantes aqui?

Ah, e meu inglês hein?! Será que está bom o suficiente para um entrevista de emprego e até mesmo para trabalhar num ambiente onde se fala inglês o dia todo?

Bom, como disse muitas perguntas, surgem nessa hora, e uma sensação de friozinho na barriga vem junto também. Esse sentimento é natural, afinal somos seres humanos, e temos um péssimo hábito de sempre ficarmos ansiosos pensando no futuro, daí logo vem a angustia, o medo, entre outros sentimentos. Mas espera aí,  já não se dizia que o futuro é um presente bem vivido? Então, o que decidi para mim foi:  deixar de me preocupar nos “será”, e viver o hoje, com tranquilidade e clareza do que realmente quero para minha carreira. Ah, e acrescentar Amor, pensamento positivo todos os dias!

Respondendo algumas perguntas citadas acima: SIM, SIM, SIM! Os nossos diplomas adquiridos no Brasil valem aqui sim. Talvez alguma empresa peça para fazer uma tradução. Eu precisei usar uma vez, e usei a MendWord (link final do post), que é bastante rápida e eficiente.  E sim, a sua experiência profissional conta aqui e muito, aliás pelo que ouvi de alguns amigos e pessoas do mundo de RH, é que os americanos valorizam bastante a diversidade cultural e experiências internacionais, que podem ser um plus quando uma empresa está buscando por um candidato que tenha vivência em determinada cultura, idioma, ou até mesmo um mercado/país que essa empresa esteja  interessada em explorar.

E claro, não diferente do Brasil, tem que se preparar e muito na busca pelo emprego. Acho que até mesmo antes desse passo, é importante se perguntar o que realmente você quer fazer? Se quer ainda seguir a mesma carreira, e/ou trabalhar no mesmo tipo de empresa que estava no Brasil? Ou se quer tentar algo totalmente diferente, como uma nova área de atuação, ou até mesmo empreender. E esse é o momento! Assim como eu, você está num período sabático, e aproveitar esse momento para obter essas respostas é muito importante e digo mais, ser GRATA de poder fazer essa escolha AGORA.

Então, o que fazer agora? Pesquisar, ler muito: Linkedin, internet em geral, contactar associações ou grupos de brasileiros perto de onde mora (sempre tem uma), consultar a embaixada brasileira, buscar por organizações non profit (sem fins lucrativos). E sim é o que estou fazendo, aliás já estava fazendo isso muito antes de obter minhas aprovações, porque já queria me preparar e entender melhor as oportunidades desse novo país.

Agora, estou na minha fase exploratória, fazendo minhas pesquisas, meu network com empresas, organizações, e novos amigos. E logo, logo, aparecerá algo bem legal, que tenha sentido para mim e que esteja alinhado com o que busco em termos de trabalho e carreira. É simples assim, dar o 1. passo, fazer os movimentos necessários para que o universo possa fazer a parte dele também. 😉

E como lição fica ter paciência, acreditar no seu potencial, se valorizar, se respeitar. Eu, você somos tão bom profissionais quanto os locais. Lembre-se disso! Obstáculos, inseguranças sempre surgirão em qualquer lugar do planeta. E se você pensar bem, as inseguranças também vinham quando estava no seu país, certo?

E pra finalizar, gostaria de comentar sobre uma uma organização bem bacana, que estou em contato, e que acho bem legal dividir. É a Upwardly, trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, e que ajuda imigrantes com experiências no mundo corporativo a ingressar no mercado dos EUA. Funciona como se fosse uma empresa de outplacement, mas ela não cobram nada por isso, e ajuda de forma bastante didática e consultiva em todo o processo de preparação para busca de empregos, segue o link abaixo:

UpWardly

MendWord

Ter Fé em mim, e tenha FÉ em VOCÊ! 

 

Até mais,

Beijos, beijos. 

Eba! Agora posso ter uma vida normal nos E.U.A.

Olá

20170214_173849É com alegria que divido essa notícia muito boa. Finalmente chegaram minhas permissões que me autorizam a trabalhar nos EUA e a viajar para fora do país.

O engraçado é que isso aconteceu exatamente uma semana após publicar o post “Como lidar com a ansiedade enquanto o seu green card não vem?. Confesso que fiquei supresa, pois, quando fiz o post acima estava com a expectativa que levaria um tempo para conseguir essas permissões. Mas elas chegaram, e o que fazer agora?

Bom, recapitulando um pouco e para explicar como é esse processo. Depois que me casei dei entrada na documentação junto ao órgão USCIS (U.S Citizenship and Immigration Services), da data da entrada até o 1.contato para coleta das impressões digitais e fotos, levaram-se 45 dias. Após isso, as permissões chegaram em 50 dias. E ainda dando continuidade ao processo, será agendado uma entrevista no USCIS, e é nessa última fase que obtenho o green card permanente. As permissões que tenho hoje são temporárias com validade para 1 ano. Bom, mas o que importa é que já posso ter uma vida “normal”. E respondendo, sobre o que irei fazer agora, vou te dizer aqui..

Primeiro, vou para o Brasil (huhu). Estou morrendo de saudades da minha família e amigos. E tenho algumas coisas para colocar em ordem lá também. Ir à praia, tomar água de coco, enfim matar a saudade de tudo o que é muito brasileiro.

E quando voltar, retomarei a minha carreira, a busca pelo emprego ideal. Digo ideal, para mim, pois tenho muito claro qual o tipo de emprego e empresas que quero continuar meu desenvolvimento profissional. Afinal ao longo da minha vida adquiri muitas experiências e isso me permite hoje ter uma idéia melhor do que quero para minha carreira.

Mas não estou de braços cruzados agora não. Tão logo recebi minhas permissões, comecei a fazer networking com algumas empresas de consultoria em Recursos Humanos (minha área). E essa semana terei uma primeira reunião com uma ONG bem bacana que ajuda imigrantes com experiências no mundo corporativo, a voltarem ao mercado de trabalho e nos EUA. Assim, que tiver minha primeira reunião com essa ONG, irei fazer um post sobre, com dicas e muito mais.

Brasil, here I go!!! 

 

Beijos, beijos.

Corona Heights – Um bairro para visitar, e que não é tão popular no “circuito turístico”.

Olá,

Hoje irei falar do bairro de Corona Heights. Trata-se de um bairro que não faz parte dos passeios mais famosos para se visitar em San Francisco, e é mais frequentado pelos locais.

Falando um pouco sobre a origem desse bairro, as suas ruas foram formadas através de montanhas, ou seja, foram literalmente cortadas, e abrangem todas as ruas do Buena Vista Park e estendendo-se por todo o caminho até a Market Street.

 

O bairro ainda possui um parque que fica numa região alta, o Corona Park (basta seguir as ladeiras pela Roosevelt way). Ele é pequeno mas tem várias pedras que você pode escalar, sentar e apreciar a vista.

Vale a pena visitar essa região, suba até o parque e depois desça em direção à Market St, onde chegará ao bairro de Castro, com vários bares e restaurantes.

Confira abaixo as fotos de Corona Heights:

 

Beijo, beijo.

Como lidar com a ansiedade enquanto o seu green card não vem?

Olá!

socal-trip-079Toda pessoa como no meu caso que decidiu morar num outro país, seja por razões de casamento ou até mesmo porque precisou acompanhar o marido por conta de uma proposta de emprego, precisa aprender a lidar com a ansiedade, saudade e o tempo livre. Não é nada fácil para ser bem sincera, mas sempre procuro ter um olhar positivo do momento e tentar tirar o máximo proveito da situação atual.

No meu caso, casei recentemente e agora estou em vias de obter as permissões necessárias para poder trabalhar e viajar para fora do país. Esse processo todo pode ser razoavelmente rápido, mas também pode ser demorado. O prazo pode ser impactado por uma série de processos/burocracias, e se você fiz tudo corretamente. Não tem como prever e cada caso é um caso. É assim que alguns amigos qua já passaram pela mesma situação descrevem.

Enfim, mas o ponto aqui é como lidar com toda essa saudade, ansiedade e tempo livre?

Vou começar pelo aparentemente mais fácil. No meu caso sinto muitas saudades da minha família e amigos. O que faço é falar com a família e muito, seja por skype ou whatsupp. Claro que não é a mesma coisa do que estar perto, dar um abraço apertado nos meus pais, mas a tecnologia ajuda muito a aliviar essa saudades. Já com os amigos, tento acompanha-los nas redes sociais, trocar mensagens, e com os mais próximos falo com mais frequência seja por skype/whatsupp.

Sobre o tempo livre, confesso que as vezes fico entediada, porque no momento não tenho aquela rotina de ter que acordar cedo, me arrumar e sair para trabalhar, conversar com os colegas de trabalho, fazer reuniões, etc, etc. Aquele sentimento de que não estou produzindo nada, sabe?  Ai vem a ansiedade… Mas isso ocorre por que? Graças a Deus eu saquei isso logo de cara! E vou explicar aqui.

Bom, eu tinha um estilo de vida diferente quando estava morando em São Paulo (carreira, minha casa, família por perto e muitos amigos). Vou chamar de passado. Hoje tenho meu marido, nossa casa, e bem poucos amigos. Esse é o meu presente. Eu também andava muito preocupada sobre quando chegaria minhas permissões para retomar minha carreira e poder viajar ao Brasil logo, Chamo aqui de futuro. Em outras palavras, estava basicamente colocando muita energia no passado e no futuro, mas e o presente? O que estou fazendo com ele?

Primeiro, aprendi a desenvolver mais a paciência, as coisas não ocorrem no tempo e velocidade que eu gostaria que acontecesse. Segundo, aprendi a agradecer mais e mais. Sou muito grata, pela nova oportunidade que a vida me deu: agora eu tenho um marido/amigo maravilhoso. Tenho a oportunidade de estar num novo país, conhecer mais a fundo uma nova cultura e ainda viver numa cidade linda. Isso é gratidão e quando você percebe isso, você já resolve uns 80% da sua ansiedade.

Mas voltando a pergunta sobre o presente, e o que estou fazendo com ele. Bom, pela primeira vez na minha vida eu posso em período integral dedicar o meu tempo à mim e ao meu amor. Não é o máximo???

Como sou uma pessoa que precisa ter rotinas e projetos para me sentir produtiva, então logo que mudei, continuei com a malhação. Vou na academia de 2.f à 6.f, faço acompanhamento com a minha nutricionista Bianca Naves de SP, e tenho a consultoria online do personal trainer Gustavo Mattos. Ah e também faço na academia yoga para relaxar e aliviar a ansiedade.

Obs: (Veja, eu levei uns 4 meses para me matricular numa academia daqui, antes disso eu treinava nas escadas das ruas ou nos parques, me forçava muito a malhar mesmo nos dias de frio e as vezes com chuva).

Outra coisa que resolvi fazer, foi me voluntariar numa organização, a Valencia 826, já falei sobre ela em outro post. Essa ONG faz um trabalho super legal voltado à educação de crianças imigrantes, e me encaixei totalmente com a cultura e a energia do lugar, além da experiência maravilhosa e aprendizado que estou tendo com as crianças e adolescentes.

Ah e outra coisa leio muito! Atualmente estou lendo 3 livros diferentes, começo um, canso e mudo para o outro, volto, e assim vai. Quando na minha vida tive tempo para isso? No máximo lia um livro a cada três meses, e somente a noite antes de ir deitar. (Dá uma olhada no menu “Curiosidades” e procura pela categoria livros).

Além dessas atividades, eu tenho agora esse blog que me dedico todos os dias e tem sido uma experiência muito enriquecedora, pois, sei que compartilhar essa fase e tudo o que tenho aprendido aqui, de alguma forma está sendo ou poderá ser útil para alguém algum dia.

Bom, sempre estou inventando algo novo, cozinhar uma nova receita, reformar algum objeto em casa, bater perna por San Francisco para olhar as lojas, museus, coffee shops, ou simplesmente andar na rua e prestar atenção nas pessoas, nas arquiteturas, no som dos pássaros, ou daquela música que vem de algum lugar desconhecido…

E é essa a sacada, viver o presente e tirar o máximo de proveito dele. Hoje eu vivo mais leve, sem tanta ansiedade. E claro que quando chegar o meu verdinho, a minha vida mudará novamente. Mas esse é o futuro, e enquanto isso, eu vou viver meu presente, feliz cuidando de mim, do meu maridinho, e mesmo distante da minha família, que amo muito.

Algumas fotos do meu dia-a-dia:

* fotos da esquerda para direita:

  • Minha academia: Fitness San Francisco.
  • Andando por Upper Haight perto do Buena Vista Park.
  • Momento artístico: Reformando um banquino da cozinha.
  • Flower Corner: O meu buque de noivas foi feito lá, o Juan fez um buque tão lindo e com tanto carinho, que virei sua cliente.
  • Andando por downton.
  • Andando ao redor do City Hall, onde me casei.

 

É isso, viver o presente com amor e carinho é o melhor “remédinho” para a ansiedade. 😉

Beijo, beijo.

 

Voluntariado em San Francisco.

Olá,

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Hoje vou falar sobre o programa  de voluntariado que faço parte, e também dar algumas dicas de como funciona caso você tenha interesse em vir para cá ou para qualquer cidade dos EUA.

Recentemente me inscrevi numa organização bem bacana, chamada 826 Valencia. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos dedicada a apoiar os estudantes de seis a dezoito anos, e que estão matriculados em escolas públicas da Bay Area (baía de SF). Basicamente a 826 oferece diversos programas com foco no desenvolvimento das habilidades dos alunos na escrita criativa e expositiva. E as composições  após finalizadas são publicadas regularmente em livros, revistas e jornais da 826.  Existem alguns outros projetos junto com a iniciativa privada, e empresas como Google entre outras, elaboram temas e os estudantes desenvolvem em cima desses temas histórias e posteriormente essas histórias são contadas através de alguma plataforma digital e animação dessas empresas.

É uma iniciativa bem legal, e fazer parte dela como tutora, tem me trazido uma experiência muito rica. Primeiro porque tenho a oportunidade de conhecer mais de perto a cultura e os hábitos das crianças e adolescentes, alguns deles são americanos e outros são imigrantes de diversas nacionalidades. Segundo, é muito prazeroso ajudá-los no processo de aprendizagem, como: ajudá-los a pensar, explorar idéias e criar com liberdade de imaginação, e sem medo de ser julgado. Terceiro, tenho a possibilidade de aperfeiçoar meu inglês, enriquecendo meu vocabulário. E por fim, também estou de certa forma aprendendo, afinal sempre gostei de escrever, hoje tenho esse blog, e escrevo também artigos na minha área que é desenvolvimento pessoal. Toda essa vivência tem me ajudado não só a aprimorar a minha comunicação, mas também a me tornar uma pessoa mais ligada nas pessoas e paciente.

Sobre o trabalho voluntário nos EUA, ele é muito valorizado na cultura americana. As universidades e faculdades, inclusive, levam bastante em consideração as experiências voluntárias dos estudantes na hora da admissão. Em outras palavras, caso um estudante esteja pensando em entrar para tal universidade, as suas horas como voluntário irão contar pontos no momento da admissão.

Se você vem aos EUA com visto de turista (*) ou de estudante, você pode aplicar-se num dos diversos programs que o país oferece. Vou deixar abaixo uma lista de links que você pode consultar, basta acessar a organização que mais lhe agrada, preencher os devidos formulários e aguardar a resposta. Veja, no meu caso como eu estava aplicando para trabalhar com crianças e adolescentes, foi necessário realizar exames de sangue, pele (TB test), bem como a biometria para análise de antecedentes criminais (LiveScan). Mas todos esses detalhes de como fazer, custo e onde fazer, será informado pela ONG que você se cadastrar.

Link: 826 Valencia

Jovens embaixadores:

Esse programa é da Embaixada Americana no Brasil, chamado Jovens Embaixadores. Quando estava trabalhando pela IBM, por ser uma empresa americana, ela era um dos participantes desse programa, e eu como funcionária tive o prazer de ser convidada para ser a tutora de um estudante de Brasília. Basicamente minha atividade era ajudá-lo no inglês, e na elaboração e fala da apresentação sobre a sua cidade e cultura, que ele teria que realizar na Embaixada Brasileira nos EUA e no palácio do governo em Washington.

Você pode saber mais sobre o programa de como ser um jovem embaixador ou até mesmo um tutor através do link: Jovens Embaixadores

Best Buddies:

Esse programa é bem legal, e meu marido atua como voluntário há mais de 2 anos. Trata-se de você tornar-se um buddy (amigo) de uma criança ou adolescente que possui algum tipo de dificuldade em casa, como exemplo pai ou mãe ausentes, etc. Numa frenquência de 2 ou 3 vezes no mês, você passeia com o seu buddy, conversa, ou seja, seu objetivo é que no dia dos encontros ele/ela tenha um dia bem divertido. Acesse o link: Best Buddies

Outros links sobre trabalhos voluntários:

USA gov

Gooverseas

(*) Sempre antes de viajar consulte o site do consulado americano.

Beijo, beijo. 

 

Estive no deserto Joshua Tree, mas onde estava o U2?

Olá,

Acho que não teria melhor hora para falar do deserto de Joshua Tree na California. Estive lá há 2 semanas atrás, durante a minha trip por SoCal (sul da California), logo após o Natal . E também o U2 acabou de divulgar sua turnê mundial que começará em Março/2017, para celebrar os 30 anos do seu disco chamado “The Joshua Tree”. Cujo nome foi influenciado pelo mix de experiências que a banda teve nos EUA, e com visitas aos países da América Central e África, (países dessas regiões estavam sofrendo com guerras civis e violência na década de 80). Fazendo uma pesquisa rápida na na internet, achei o trecho de uma entrevista que Bono concedeu em 1987 sobre o lançamento do álbum e em que dizia: “Mesmo ao passar um tempo na África e ver as pessoas nos vales da pobreza, eu ainda consegui ver um espírito muito forte nelas, uma riqueza de espírito que eu não vi quando cheguei em casa… Eu vi a criança mimada do mundo ocidental. Comecei a pensar, ‘Eles podem ter um deserto físico, mas temos outros tipos de sobremesa’. E é isso que me atraiu para o deserto como um símbolo de algum tipo”. 

O parque nacional Joshua Tree está localizado entre San Bernardino e Riverside, com uma área de aproximadamente 3200 km. O seu nome provém de uma espécie de cacto, encontrada quase exclusivamente nesta zona, denominada Joshua tree (“árvore de Joshua”) ou árvore de Josué.

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(foto do cacto Joshua)

O deserto é simplesmente lindo, dá para fazer muitas hikes (caminhadas) e escalar algumas pedras para ter uma vista mais completa de todo o lugar.

Agora, de volta à experiência no deserto, foi de fato uma aventura para mim, pois, estava bem frio, e acampamos por uma noite lá. A única vez que havia acampado, foi na época em que estava na faculdade, em que choveu durante os 4 dias e ainda fui tachada de princesa, na época. Acampar com chuva não dá né!  rsrs

Durante o dia estava ensolarado, com temperatura em torno de uns 17.C. Já durante a noite variou entre 6.C e 3.C na madrugada. Veja a diferença, Colin estava vestindo apenas uma camisa de flanela, já eu com uma jaqueta super grossa, daquelas estilo para neve, e ainda com blusa de lã, luvas e toca. A essa altura ele já tinha escutado pelo menos umas 30 vezes que eu estava com frio…

O parque oferece uma estrutura com banheiros para quem quer acampar numa das áreas designadas para acampamento. No site abaixo, é possível fazer reservas, bem como achar informações sobre trilhas, entre outras coisas.

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Beijo, beijo.

Alguns dos meus lugares favoritos em San Francisco, e em apenas 1 quarteirão.

Hoje foi dia de andar no bairro. Finalmente após alguns finais de semanas consecutivos de chuva, o dia amanheceu ensolarado, um pouquinho “chilly” (gelado), mas só de ter o sol, já está perfeito.

No bairro de Hayes Valley, tem muito coisa legal para se fazer, mas tem um quarteirão específico localizado entre as ruas Octavia, Linden e Fell que tem exatamente tudo o que gosto. E vou te dizer porque…

Na Octavia St, tem o Biergarten, trata-se de uma bar ao ar livre que tem no menu cervejas locais e alemãs e “fingerfoods” (para comer com as mãos), como o pork belly slider , que é um pequeno sanduíche  feito com a barriga do porco. Simplesmente Yummy!!!  Saindo do Biergarten e logo na esquina com a Linden St tem a sorveteria Smitten Ice cream, os sorvetes feitos na hora para cada cliente. Bom, seguindo mais adiante na Linden St, tem o Blue Bottle, trata-se de uma cofee shop que na minha opinião tem o melhor café de San Francisco. E por fim, seguindo enfrente e virando à direita você chega na Fell St, e lá tem a a minha loja de carnes preferida, a Fatted Calf .

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Ah, e hoje faremos para o jantar bife tartare. Dá uma conferida depois na página Gastronomia -> Cozinhando.  😉

Beijo, beijo

 

 

 

 

Resoluções 2017 – Minha tradição de longa data.

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Todos os anos tenho como hábito elaborar uma lista de resoluções e desejos para o ano seguinte. Venho realizando essa tradição já há muitos anos e sempre anoto nesse caderninho da foto o ano e a lista. Aliás esse caderninho tem pelo menos as resoluções anotadas dos últimos 5 anos.

No caso das resoluções, são coisas que acredito que podem ser melhoradas, seja meu comportamento em determinadas situações, perder peso, etc. Já a minha lista de desejos, são coisas que gostaria de conseguir realizar como: viajar para a Itália, lançar meu blog e assim por diante.

20161209_172600_resizedBom, primeiro ano morando na California não poderia ser diferente, e resolvi criar um ritual com meu marido. Decidimos escrever nossa lista de pedidos e resoluções em papéis diferentes, e colocá-las numa meia (decoração de Natal) e depois penduramos na árvore. No Dia de Reis (6/1/2017), ao desmontarmos á arvore como manda a tradição, lemos nossas listas em voz alta e nos comprometemos a olhar eventualmente ao longo do ano para ver como estávamos indo, e no momento de montar a árvore do próximo Natal, faríamos um check point de tudo o que foi realizado.

Bom falando sobre os rituais de Ano Novo, sabemos que o Brasil é um país bastante místico, e sempre gosto de compartilhar das nossas crenças e superstições com meu marido e seus familiares como: comer sementes de romã, lentilha, vestir uma peça íntima da cor e significado daquilo que desejamos que ocorra no próximo ano. E claro que realizamos todas elas, além de no dia 1/1/2017, fomos até a praia de Laguna Beach e oferecemos rosas brancas à Iemanjá nas águas do Pacífico, bem como pulamos as 7 ondas e fizemos 7 pedidos, veja a foto abaixo:

Algumas pessoas que estavam na praia não devem ter entendido nada, e não paravam de olhar. Mas nem por isso, me senti intimidada e segui a tradição. E como todos os anos, senti uma leveza, uma sensação de limpeza da alma.

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(Quase congelei pulando as ondas. Esse dia estava ensolarado, mas a sensação térmica da água deveria ser de uns 5.C pelo menos).

Acho importante essa coisa de ter rituais, tradições como o seu marido ou namorado. O legal é que além de aumentar a nossa cumplicidade, também nos ajuda apoiando um ao outro para conseguir realizar pelo menos 100% da lista.

Voltando ao meu caderninho, eventualmente faço uma leitura das resoluções passadas e fico feliz em olhar o quanto evoluí, hábitos que deixei de ter, coisas que consegui realizar. Aliás nem preciso dizer né, que casar com o Colin e morar em San Francisco estava na minha lista de 2016. 😉

E você? Fez sua a sua lista? Se não fez, ainda dá tempo!

Acredite no que você quer para sua vida, mentalize-a, e mãos a obra sempre!

Beijo, beijo.